Ticker e-Familynet do Gabriel e da Carmen

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Porque eu dôo sangue no aniversário do Gabriel?

Não é bonitinho? Mas zumbis desperdiçam sangue, não faça isso… Doar é melhor 😉

Porque acho que nada é mais adequado do que celebrar o nascimento de uma nova vida ajudando outras vidas a seguir em frente no momento em que elas mais precisam. E eu sou O positivo, meu sangue é do tipo doador universal. E as pessoas precisam, não só em época de feriados ou crises, elas precisam SEMPRE. (E é uma vergonha que mulheres sejam menos de 30% das doadoras tá, mulherada? MEXAM-SE!)

Ah, mas você tem tatuagem e doa? Dôo sim, porque pode (depois de um ano). Ah, mas eu sou gay, les, trans, bi ou qualquer outra sigla. Sim, desde 2011, você PODE DOAR SANGUE!!!! Tive um bebê, quando posso voltar a doar sangue? Se foi parto normal, depois de 3 meses você pode! Cesária? Seis meses. O Inca recomenda esperar um ano se estiver amamentando mas se o organismo repõe o volume de sangue doado 24 horas depois eu não vejo porque. Acho que é apenas prudência.

Ah, e hoje no aniversário do Gabriel, seria legal você conhecer A Gabriel.

E sim, a mãe do Gabriel e da Carmen além de doar sangue está no cadastro nacional de doadores de Medula Óssea e é doadora voluntária de órgãos. Sou uma pessoa muito dada. Doar é mó legal.

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Dezesseis

Eu me lembro como se fosse ontem. De sair correndo do trabalho para saber se o resultado deu positivo. Do pixel pulsando no monitor. A barriga crescendo. De fazer força para levantar da cama do parto só para ver aquele narizinho por fração de segundos. De quando ele veio pra mim chupando a boca e me olhou com os olhos de jaboticaba mais lindos do universo. E de como todas as dúvidas que eu tinha a respeito do que fazer dissolveram no momento em que ele chegou nos meus braços.

Eu me lembro dos primeiros sorrisos e dos primeiros sustos. Da gargalhada, da cantoria e das artes. De achar graça e ficar com um misto de pena e raiva do pé grande desde a barriga, que destruiu sapatos na velocidade da luz até alcançar os atuais 46 e contando. Das paredes riscadas, lapiseiras destruídas, brinquedos quebrados. Do abraço delícia, do carinho absurdo, da cumplicidade.

Eu errei como só uma mãe sabe errar tentando acertar. Dei amor até você aprender a abusar, dei tapa até você aprender a desafiar, dei conversa até você aprender folgadamente que sempre pode me perguntar. Trabalhei tanto pra te sustentar e te criar sozinha, que acabei te deixando um pouco sozinho demais. Mas sempre fui uma mãe meio gato: gostava de sair para dar as minhas voltas, mas sempre que chegava da rua ia direto para o seu quarto fazer um carinho na tua cabeça e muitas vezes dormir sentindo aquele cheirinho que só os filhos têm.

E eu me lembro perfeitamente bem que nunca imaginei que finalmente chegaria o dia onde eu teria um filho rapaz. Tá, você já é rapaz tem algum tempo. Me deixa. E eu me lembro como se fosse ontem exatamente como eu me sentia quando eu tinha a sua idade.

Outro dia você me perguntou porque eu tenho orgulho de você. O que você faz ou é de tão fantástico assim. Sendo sincera como só uma mãe sagitariana pode ser: o mundo não vai te ver com os mesmos olhos que eu e isso é bom. Porque o que eu enxergo em você e o que eu acredito que você seja capaz, você vai ter que mostrar pras outras pessoas. Em compensação, cada pessoa que passar na sua vida vai te enxergar de um jeito diferente e se você prestar atenção, pode aprender um bocado sobre si mesmo.

Você se menospreza, mas eu enxergo suas qualidades, coisas que você pode desenvolver e levar para a sua vida adulta para construí-la do jeito que quiser. Você tem iniciativa e capacidade de liderança. Quando realmente quer, repete a mesma coisa até descobrir como dominá-la com perfeição. Embora seja disperso, tem uma memória visual excelente (o Rafa uma vez contou que quando você era pequeno “gravou” a página de um livro na cabeça e estava lendo dela ao invés de decorar a matéria da prova).

Não conheço muitas pessoas que em menos de 6 meses se tornam vice-campeões mundiais de um esporte que nunca haviam praticado antes. E embora você colecione medalhas de natação, jiu-jitsu e outros esportes que você vive alternando irrequieto, ainda reclama por não estar sempre em primeiro lugar. Primeiro lugar é legal, mas eu sempre achei engraçado você nunca ter percebido que as medalhas de prata e de bronze também colocam você no pódio.

E eu acho o máximo que você consiga tocar qualquer instrumento de ouvido, embora tenha vontade de gritar com você que você deveria ter aproveitado as aulas porque ser autodidata só te leva até um ponto.

Você sempre soube o que ia ser quando crescesse e agora não sabe mais e eu não ligo. É normal a adolescência ser esse furacão de descobertas. Querer ser cientista-químico-gênio-do-mal, piloto de caça, programador de jogos meio hacker, escritor de quilos e quilos de cadernos cheios de histórias nunca terminadas, poemas soltos e raps de improviso. O futuro, filho, é um lugar onde as coisas acontecem muito rápido e as pessoas acumulam habilidades, trabalhos e profissões. Você sempre pode começar de novo. De preferência, sem cometer os erros que eu cometi 😉

“Eu te amo, filho” eu sempre faço questão de dizer, a ponto dele ficar de saco cheio.
E ele responde sempre com a sua melhor imitação de Han Solo tupiniquim: “Eu sei”.

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O Guia da mãe nerd sobre Massas de Modelar

Daí que eu estava nessa dúvida abissal sobre qual diabos é a diferença entre massinha de modelar de plastilina, Play-Doh, Moon-Dough, Supermassa da Estrela e massinhas educativas de forma geral.

A Carmen só tem 2 anos e 3 meses e 100% das embalagens dizem que massinhas de modelar são recomendadas para crianças acima de 3 anos, mas ela se interessou em brincar com elas na casa da Mariana, a amiga de 6 anos. Existem receitas de massinha de modelar simples caseiras que você pode fazer em casa e a criança pode botar na boca sem dar maiores problemas.

O primeiro contato que ela teve foi com massa de modelar comum. Ela ganhou um pacotinho com 6 cores da dentista. Eu acho bem chatinha de usar. É oleosa. Gruda na mão, enche de pêlo de gato, gruda no chão, gruda na parede, gruda nos brinquedos e depois de meses que você limpou a casa você ainda está achando plastilina grudada em algum lugar.

Plastilina/Plasticina, a famosa massa de modelar (e 90% das massinhas comerciais no mercado) usa carbonato de cálcio, cera, vaselina e algum ácido para estabilizar a mistura. Porque é feita usando óleo na sua composição, ela nunca seca. É bem antiga também, foi inventada em 1880 na Alemanha.

Se você quiser um projeto para fazer com seus filhos mais velhos em uma tarde de chuva, este site de efeitos especiais tem algumas receitas de plasticina caseira usando cêra, vaselina e talco lááááá no final da página.

Play-Doh foi inventada na década de 30 como limpador de papel de parede nos Estados Unidos. Na década de 50 virou uma febre nas escolas de lá. Originalmente era feita de farinha, água, sal, ácido bórico e óleo mineral. Como massinhas à base de farinhas têm uma forte tendência a mofar com o tempo, a fórmula foi alterada através dos anos e hoje em dia há conservantes, surfactantes e outros antes na fórmula americana.
Segundo o fabricante brasileiro os ingredientes seriam: Água, carboidratos de cereais, cloreto de sódio, cloreto de cálcio, hidrocarbonetos alifáticos, fragrância, metil. Pode conter ácido cítrico, secante e pigmentos de grau alimentício, conforme a cor.
Tem um artigo muito legal no How Stuff Works sobre Play-Doh que é tradução do artigo americano e por isso não sei se se aplica 100% à massinha nacional mas ainda assim vale a lida 🙂

A vantagem de Play-Doh é que ela é extremamente moldável e não gruda na mão. A desvantagem é que como toda massa à base de “carboidratos de cereais” (vulgo farinha ou amido) ela resseca com o tempo. Aliás, isso é vendido como vantagem. Se não me falha a memória, lá fora tem instruções para você levar a massa no forno e endurecê-la como cerâmica.

Super Massa da Estrela: Ingredientes segundo o fabricante: Água, carboidratos de cereais, cloreto de sódio, cloreto de cálcio, hidrocarbonetos alifáticos, fragrância, metil paraben, propil parben, podendo conter: secante, pigmentos de grau alimentício conforme a cor. Reparou a diferença? Nada mais é do que uma variante de Play-Doh acrescida de metil-parabeno e propil-parabeno (porque só esses ingredientes estão em inglês, vai entender. O metil do Play-Doh provavelmente é metil-parabeno também). Logo, tem características similares, ou seja, também resseca depois de algum tempo de uso.

Massinhas Educativas em geral – De marcas variadas, todas as que eu vi até agora eram basicamente feitas de amido, água e sal, ou seja, variantes de Play-Doh. Aliás, pode contar com isso: 99,9% das receitas de massa de modelar caseira que você vai encontrar na Internet são variantes de Play-Doh 🙂

No fundo no fundo eu acho que essas massinhas estilo Play-Doh são todas biscuit metido a besta 😛

Moon Dough é feita de silicone (especificamente falando 80% de microesferas de borosilicato de sódio além de óleo de silicone e ácido borônico) e a textura é diferente de massinha de modelar. É como areia fininha molhada e não seca nunca. Não é legal deixar seu filho comer isso nem esfregar no olho (vê lá no link)*. Eu acho muito legal mesmo para crianças um pouquinho mais velhas que já saíram da fase de enfiar tudo que vêem pela frente na boca.

*Parece que tiraram o PDF com a composição do Moon Dough do ar, provavelmente porque devia infringir alguma restrição industrial.

Resumindo:

Existem 2 tipos de massa de modelar no mercado atualmente:

Massas à base de cera (Plastilina) não secam nunca mas são grudentas pacasMassas à base de amido (Play-Doh e variantes) não grudam mas secam

Moon Dough apenas de ter Dough no nome não é massinha, é areia de praia artificial.

E eu vou optar por experimentar a massa que não gruda aqui em casa com a Carmen, provavelmente a variante educativa mais comestível e rezar pra não ficar com massinha cheia de pêlos de gatos (sério, eles entram em tudo) (TU-DO) (TU-DO MES-MO).

Wish me luck =^..^=

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Método #MenasMain de vestir uma criança no inverno

Tem semanas que a lenga lenga matinal é a mesma. Temperaturas médias de 14, 16 graus. Peças e mais peças de roupas que precisa vestir pra criança poder ir pra escola. E justamente porque ela SABE que ela está se vestindo para ir para a escola ela resolve fazer da tarefa um inferno, um misto de tentar agarrar um peixe ensaboado com tentar montar num touro bravio. Que. Inferno. Malditos dois anos, yada yada.

Chega segunda-feira e o meu saco, que é o mais paciente de todos os sacos, já encheu. Segundas, naturalmente, são sempre piores, porque teve o final de semana no meio. Fazem 14 graus. Criança vestida pela metade, começa a ladainha: “neném, vem cá botar a blusa, tá muito frio lá fora, você não pode sair sem se vestir”. “NUM QUÉLU BOTÁ BLUSA!!!!”(me estapeia) “Cacá, mamãe só quer te deixar quentinha, tá muito frio lá fora.” “NUM QUÉLUUU!!!”(arranca tudo)

Aí tem uma hora em que eu não aguento mais e abro a porta do apartamento e falo:
– Ok, quer saber de uma coisa? Vai lá no corredor. – ela vai – Como tá aí fora?
Ela, só de calça, olha pra mim e responde – Tá fliooo…
– Então entra e vem botar roupa pra ficar quentinha.

Tem 3 dias que eu consigo vestir a criança sem ouvir um pio de reclamação.

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2 Anos

bolo2anosCarmen

Fizemos uma festinha em casa para 8 crianças. Eu estava morrendo de medo de não vir ninguém, porque as pessoas em São Paulo confirmam até mesmo no dia que vão e não aparecem. Para minha alegria e diversão da Carmen, vieram 6 – todas crianças daqui do prédio. É uma das vantagens de se morar em um prédio um pouco maior — mais crianças para a Carmen brincar e seguir a boa e velha tradição da minha mãe de sair batendo de porta em porta se ninguém aparecer, chamando pra comer bolo. Levando-se em conta que não tem nem um ano que mudamos, achei lindo.

E a Carmen, ah, a Carmen de 2 anos! No último mês começou a formar frases completas, anda ensaiando contar até 10 (acerta até 5), está aprendendo a diferenciar letras de números, acerta a maioria das cores e é uma mocinha muito educada. Pede com licença, fala por favor, muito obrigada, e responde “de nada!” Nas últimas semanas eu deixei de ser “mamãe” e passei a ser “Mãe”. “Faz minha mamadeira, Mãe”. “A Carmen não quer biscoito, Mãe, muito obigada!” Chegou na quarta-feira antes da Páscoa com um ovo de chocolate, cortou pedacinhos e saiu distribuindo: “toma, é pa você, Mãe”. “Esse aqui é pa você, Pai”

Carmen rindo

Como nem tudo é perfeito, ela anda ensaiando umas testadas nos limites. Diz “não” e dá uma risadinha sacana quando não quer fazer alguma coisa que precisa e sai correndo. Me chuta e me expulsa da minha cama dizendo “sai mãe”. Deu pra ter medo do escuro. Gosta de pegar as roupas limpas recém-dobradas e passadas e jogar por cima do ombro, zoneando tudo. Implica quando eu cato os brinquedos e vira a caixa toda no chão. Cisma que não quer colocar aquela roupa, não quer colocar roupa nenhuma, quer colocar todas, quer colocar uma fralda que acabou, não quer colocar fralda. Eu conto até dez e me seguro. O Gabriel testa limites até hoje, e ele tem 14 anos. Já me conformei com o que vem por aí…

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O Desmame

Sabe quando acontece tudo ao mesmo tempo e te joga no meio do furacão? Pois é.

Ano passado em novembro Carmen foi chamada pela Prefeitura para uma creche nova conveniada que se revelou uma grande roubada – entrou em uma “adaptação” que consistia deixar as crianças chorando desconsoladas na escola sem a presença dos pais por um mês,  daí disseram que haveria 15 dias de férias,  daí as aulas voltariam só no começo de fevereiro. Aí no começo de fevereiro ela teve aula dia 4 e dia 5 a perua trouxe todo mundo de volta pra casa porque segundo a diretora “os professores não apareceram” e pra voltar depois do Carnaval. Como assim,  sumiram sem dar satisfação?  A diretora, RESPONSÁVEL PELA CRECHE,  não sabia dizer mais nada. Legal, só que não. Eu pretendia voltar a trabalhar em fevereiro,  imagine as mães que já trabalham lidando com isso,  explicando pros chefes… Chega quinta-feira pós Carnaval e parece que as coisas normalizaram, mas noto coisas como não trocarem a roupa da Carmen ou a agenda em branco. Na semana seguinte recebo uma ligação da Secretaria de Educação avisando que Carmen havia sido transferida e não deveria mais ir na outra escola. A nova escola?  Justo a que eu havia feito a inscrição da Carmen um ano e meio atrás.

Enquanto isso… a última aplicação do Depo Provera deu revertério com meu remédio e eu comecei a passar mal sempre que tomava ele e a ter enxaquecas de escurecer a vista. Passei fevereiro inteiro passando mal, não podendo dar a atenção que eu queria pro Gabriel,  não tendo um lugar de confiança pra cuidar da Carmen por algum tempo pra poder ir ao médico e sem poder pedir pro Rafa dividir a carga comigo porque ele estava sobrecarregado de trabalho.

No meio disso tudo,  Carmen voltou a ter cárie. Em todos os quatro molares. Mal começou a adaptação na nova escola (decente,  comigo presente), voltou a ir ao dentista e recomecei o desmame noturno.

No começo de março, Carmen se adaptando na nova creche, lá fui eu fazer todos os exames e consultar todos os médicos que não pude ir antes. Nem tinha uma semana do desmame noturno começado quando o neurologista me solta duas bombas: a enxaqueca forte do último mês foi sim causada pelo anticoncepcional e vou ter de escolher um novo método contraceptivo… e trocar de antidepressivo significaria interromper o mamá da Carmen, de vez, assim que eu começasse com o novo remédio.

É interessante como racionalmente você entende tudo, mas emocionalmente dói tanto… Eu havia me preparado para fazer um desmame gradual, talvez terminando lá pelos 2 anos e meio… mas entre ficar bem de saúde pra cuidar direitinho da pequena e continuar amamentando e tendo enxaqueca todo dia, o dia inteiro acho que a escolha é óbvia.

Desmamar a Carmen de vez acabou acontecendo naturalmente porque eu já estava com os seios muito machucados pela fricção dos dentes dela… acabou sendo pelo método “o mamá da mamãe tá com dodói”, que eu detesto, mas não é mentira, já que eu realmente estava machucada. Ela aceitou de boa, e, tadinha, quando lembra do peito pergunta: “mamá sarou? mamãe tá bem? tá melhor?” Eu tenho explicado que tá melhor sim mas acabou o leite. Ela não se aperta e na sequência pede a mamadeira.

Hoje faz quase um mês que desmamei a Carmen. E eu fui tomar banho e vi que o leite secou. Naturalmente, sem tomar remédio. E eu estou me sentindo muito… então é isso, é definitivo, sabe? Inevitável. Acabou. Eu sinto falta de amamentar, muito. Do aconchego, do cheirinho, do calor. Mas minha bebêzinha não é mais tão pequena. É uma menina conversadeira de dois anos. O ato de amamentar foi substituído pelo concheguinho de mãe. Enquanto essa menina couber nos meus braços, até ela crescer e voar como fez o Gabriel.

O curioso é que antes, enquanto eu estava amamentando, eu tinha aqueles dias de ficar de saco cheio e ficava planejando o que ia fazer quando a Carmen desmamasse. Voltar a doar sangue. Fazer novas tatuagens. Voltar a tomar cerveja. Operar a miopia. Só que ainda não caiu a minha ficha. Tem um mês que eu desmamei e a minha identidade ainda é “mãe que amamenta”. Eu não sinto vontade de comprar uma bebida alcoólica quando vou no mercado. Eu evito cosméticos ou remédios que possam fazer mal pra Carmen. Outro dia fiquei zangada porque um homem estava fumando perto de mim, mas o cigarro não vai passar pro leite, porque não tem leite. Foi um ato reflexo. Hábito. Passei 9 meses grávida, 2 anos amamentando e agora não sei como ser separada. Hora de me reinventar.

Aí na semana de aniversário da Carmen chegou um bilhetinho na agenda da escola avisando que começaram o desfralde. Mas isso é tema pra outro desabafo.

P.S.: As enxaquecas passaram com a troca de medicamento e todos os exames tiveram resultados normais.

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Planejando os passeios de férias

Esse post é mais um “memo para mim mesma” das coisas que quero levar as crianças para fazer em dezembro e janeiro

AQUÁRIO DE SÃO PAULO
R. Huet Bacelar, 407 – Ipiranga
Horário: todos os dias de 9h a 18h
Preço: R$40,00 (R$25 às segundas) adulto e adolescente. Carmen grátis 🙂
site: http://www.aquariodesaopaulo.com.br/
Memo para mim mesma: Pegar o 5108-10 Jd. Celeste na Rua da Independência

INSTITUTO BUTANTAN
Saltar no metrô Butantã e andar até o Instituto
Horário: 3ªs a dom de 9 a 16h30
Preço: R$6,00 adultos e adolescentes
site: http://www.butantan.gov.br/
*Às quintas 14h30 tem a atração “mão na cobra” no Serpentário, onde as crianças podem tocar as serpentes!
Memo para mim mesma: Para levar Gabriel enquanto a Carmen estiver na escola XD

CATAVENTO CULTURAL
No Parque Dom Pedro II
Horário: 3ªs a dom de 9 a 16h30
Preço: R$6,00 adultos e adolescentes
site: http://www.cataventocultural.org.br/
Memo para mim mesma: Ir cedo com Gabriel enquanto a Carmen estiver na escola para ele poder curtir tudo que não viu as outras vezes com calma

ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO
Pegar o ônibus no metrô Jabaquara
Horário: 3ªs a dom de 9 a 17h
Preço: R$ 21,40 (ingresso R$ 17,00 + transporte R$ 4,40) adultos e adolescentes. Carmen grátis XD
site: http://www.zoologico.sp.gov.br/
Memo para mim mesma: Tirar foto com as crianças na entrada. Levar uma mochila com lanche porque lá a comida é cara e junk food

PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA USP
Parece ser do lado do Zoológico
O site deles está muito desatualizado, mas parece ter atrações legais: http://www.usp.br/cientec/atracoes/atracoes.htm

Dessa vez não pretendo ir no Estação Ciência, já levei o Gabriel duas vezes e a Carmen é muito nova para aproveitar totalmente o espaço.

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1 ano e 8 meses – Pequeno Vocabulário Carmen-Português

Porque agora ela tá aprendendo a falar numa velocidade incrível e acertando cada vez mais 🙂

Família

Cái/Cacá – Carmen
Papai Rafa
Vovó Xélia, Xélia – vovó Célia
Fofô Coxta – vovô Costa
Mão (irmão) – Gabriel
Títa – Dinda

Comida

Cãocão – macarrão
Né – Azeitona
Mô – mortadela
Ovo
Xã/Maxã – Maçã
Nhãna (era ná) – Banana
Bôlhu – Bolo
Bô – bolacha/biscoito
Rôji – Arroz
Pão
Passa – uva passa
Culhé – colher
Gafo – garfo

Interação

Peitão/Mamázão – Como Rafael ensinou ela a chamar o mamá ¬¬
Cóu – Colo (de vez em quando ela ainda pede “mamá” significando colo, principalmente pro Rafa)
Não
Sai
Desce
Meu/minha
Pála – pára
Pulha/Pulhá – pula, pular
Pocó/pocotó – pocotó
Naná (dormir ou a mantinha lilás)
Bêshu – Beijo
Báxu – Abraço
Tchau

Roupas

Papatu – sapato, sandália, chinelo
Meia
Calxa – Calça
Cajaco – Casaco

Corpo

Mão

Bêlu – cabelo
Lhêlha – orelha
Denshi – Dente
Bígu – umbigo
Piquíta – Periquita 😛
Pishí – Xixi

Bichos

Gato
Auau – cachorro e qualquer outro bicho que ela não saiba o que é
Popó – Galinha (pintadinha), outras são Cocó
Galo
Pipiu (era pupu, virou pipi, agora é pipiu)
Pato

TV

Xúlho – Júlio (cocoricó)
Patí – Patati Patatá
Dora – Dora
Pixi – Peixonauta
Popó – Galinha Pintadinha
Xorxi – George (o Curioso)
Pipi/Pigui – Pinguim/Pingu
Bádi/Cádi etc – Backyardigans
Pocó- Pocoyó

Cores

Malélo – amarelo
Zúl – Azul

Outros

Cája – Casa
Carro
Vião – avião
Páqui – Parque (da Aclimação)
Botão (todo tipo de botão de apertar)
Fótu – Máquina fotográfica
Alô – Celular, telefone
Chave
Giz – giz de cera
Binquedo – brinquedo
Pesha – peça de lego
Bólha – bola (adora!)
Caxão – Coração (desenhado ou objeto)
Pishiu – Psiu (pros gatos fazendo bagunça)

E só escrevendo que a gente percebe a diferença que DOIS MESES fazem no vocabulário de um bebê O.0

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Do querer e do querer falar :)

Daí que depois de passar alguns meses falando “mamãe”, “papai” e “gato”  e se comunicando muito bem só por gestos na véspera de fazer 1 ano e 5 meses algo fez *click* no cérebro da Carmen e ela começou a pegar o jeito nesse negócio de falar 🙂

Foi numa quarta-feira de manhã. Eu estava preparando um pão com mortadela na chapa tradicional pro café da manhã do Rafa (nós temos um acordo, durante a semana eu faço o café pra ele, no finde ele faz o café pra mim) quando Carmen vem filar mortadela como todas as manhãs. Eu olho pra ela e pergunto “quer mortadelinha?” E ela fala “qué!” e faz que sim com a cabeça, sorrindo, enfática. Ver sua bebê de repente entender o processo da fala e que ela tem a capacidade de responder verbalmente uma pergunta, dizer o que quer e SER COMPREENDIDA é muito emocionante, cara.

Desde então, todo dia é uma palavra nova. É um processo interessantíssimo. Porque ela começou a dizer aquilo que quer e não quer e a escolher e a participar e a definir esse querer. Há um mês mais ou menos ela entendeu os sons de S. Passou a apontar para as coisas e falar “esse, essa”. E aprendeu a falar “desce” quando desce escada. Daí evoluiu e em um mês entendeu que “desce” serve pra escada, pra descer da cama, pra pedir pra descer do colo. Agora está aprendendo a combinar sons. Os gatos são “Bishi” (Bit), “Báishi” (Byte) e a Pepê é pepê mesmo rs… Mas ela entendeu que os gatos têm nome, um pouco depois de começar a se ver em fotos no colo do Rafa e apontar dando gritinhos de felicidade: “Papaiiii… Cacá”. Ontem enquanto brincava com a minha boca aprendeu a falar “dente”. Notei que ela talvez fale Bishi e Baishi por causa do meu sotaque carioca rs… Sai Bitxi e não Bit, né? Ela estava falando dênchi, daí me forcei a pronunciar o T. E ela SABE o T, saiu direitinho hahaha!

Ela também se reconhece no espelho. É vaidosa, se eu coloco uma roupa diferente, vai pra frente do espelho, se namora, se manda beijo, fala com a imagem “Cacáááá….”, dá risada… Eu acho que é o marcador mais intenso que ela se entende como uma pessoa.

E tem pouco mais de uma semana que ela aprendeu o “não”. No começo ela falava “não”, mas não significava o “não”. Foi explorando onde ele cabia, onde funcionava. A parte de cortar o coração é ouvir ela chorando “não, mamãe!” quando preciso dar remédio na marra. E ela é sapeca, quando *sabe* que está fazendo arte ela mesma faz “não” com o dedinho, fala “não” e dá uma risadinha, como quem diz “já sei que não pode, viu?”

Tem dias que eu olho para essa menina cheia de vontades e fica difícil ver a minha neném. E quando eu acho que não tem mais nada de bebezica nela, ela resolve engatinhar pela casa só pra me fazer achar graça dela imitando gato e me fazer rir <3

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Mini Maternal

Minha primeira Mochila!

Minha primeira Mochila!

Depois de muito bater perna e procurar e pesquisar e listas de espera encontrei uma escola pra Carmen. Demorou tanto que no começo da busca ela nem tinha idade pro berçário II e esta semana ela foi (adiantada) direto pro Mini-Maternal (crianças de 1 ano de 4 meses a 2 anos, sendo que ela tem 1 ano e 2 meses)

Uma observação:  Escola em São Paulo é surrealmente cara. A fila de espera nas creches da prefeitura é de um ano ou mais. A Carmen foi inscrita em novembro do ano passado e até agora nada da fila andar. E, para piorar, berçário e período integral custam tão caro ou mais do que uma mensalidade de faculdade. Para fins de comparação: paguei o ANO INTEIRO da escola do Gabriel NO RIO pelo valor de DUAS MENSALIDADES DA EX-ESCOLA DE SP.

Fiz a matrícula no começo do mês mas decidimos começar a adaptação depois do feriado de Corpus Christi pra não quebrar a rotina logo no começo. Deu tudo certo: mochila de rodinhas da Galinha Pintadinha comprada pela Internet chegou em 2 dias e eu criei etiquetas bonitinhas pro material escolar, imprimi e consegui cortar e colar tudo a tempo.

Aí essa semana teve adaptação.

Eu não me lembro da adaptação do Gabriel, mas lembro que foi tranquilo. A Carmen é beeeeeeeem mais agarrada comigo do que ele foi, até porque eu morava com meus pais na época então Gabriel tinha minha mãe, meu irmão, meu pai, vários adultos para cuidar dele. Aqui somos só nós dois e eu fico sozinha com ela boa parte do dia. Resultado: figurinha grudada até na hora de ir ao banheiro. O engraçado é que eu estava tranquila até a manhã de segunda-feira. Aí as borboletas começaram a aparecer no estômago e aquele instinto maternal me pegou dicumforça, sabe, aquela coisa assim de “meu bebê está indo para a escola, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!”, inescapável.

No primeiro dia apesar de conversar com ela sobre isso, ela não tinha a menor idéia do que estava acontecendo. Fomos pra escola, ela foi pra mão da professora e quando percebeu que pela primeira vez na vida eu não estava por perto (e nem o Rafa) botou a boca no mundo. Ficou uma hora na escola, miando no colinho da professora, e voltou pra mim com lágrimas nos olhos. Mamou, foi pro chão e começou a brincar como se nada tivesse acontecido.

No segundo dia ela entrou sozinha na escola, aí percebeu que eu não estava indo junto. Botou a boca no mundo e foi pro colo da professora. E aos poucos, bem aos poucos, se animou com a brincadeira das crianças e foi pro chão. Chegou até a dançar! Rejeitou o lanche e veio pra mim mamar. Calma e de barriguinha cheia levei de volta pra professora. Ela chorou mas ficou mais um pouco. Deu umas 2h e meia mais ou menos pelas minhas contas.

No terceiro dia ela começou a chorar assim que viu a entrada da escola, mas pegou a minha mão e me levou pra recepção e pra dentro da escola como quem diz “tá bom, eu vou mas você vem junto e não me deixa aqui sozinha, tá?” Teve mais música e brincadeiras com bambolê e ela chorou bem menos, mas ainda rejeitou o lanche em nome do mamázinho. Levei de volta pra recreação e saí de fininho e ela ficou mais uma horinha brincando e dançando.

Ontem ela voltou a chorar assim que viu a porta da escola mas foi no colo da professora pra dentro. Fugi da recepção algumas vezes para dar uma espiadinha discreta na recreação e vi minha pequena correndo atrás da bola junto com o resto da turminha! Ficou pela primeira vez sem o mamá das 15h e finalmente lanchou. Até dormiu no colo da “tia”! Foi a primeira vez que ficamos as 4 horas lá.

E hoje… Ela viu a escola e chorou e esperneou, a professora levou no colo e me mandou dar uma volta e caso precisassem me chamariam. Não ligaram até a hora em que eu cansei de andar na pilha de não saber se iam chamar ou não e voltei pra escola com aquela cara típica de “e aí tá tudo bem com minha cria que até essa semana nunca tinha ficado longe de mim mais de 3 horas seguidas?” Não só não chorou como brincou o dia todo e lanchou. Ela já começou a se adaptar. Agora só falta meu coração.

Tchau mãe vou estudar

Tchau mãe vou estudar

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